Entre 18 a 21 de abril aconteceu em São Paulo mais uma edição da Adventure Sports Fair, feira esta que congrega desde 1999 todo universo relativo a esporte e turismo de aventura. Lá os destinos de aventura e ecoturismo do país são promovidos, acontecem palestras, diversos novos produtos e equipamentos do segmento são apresentados e etc. Nestes dias a Adventure dedicou também espaço ao outdoor business – ambiente natural ao trade do turismo nacional e, por conseguinte da ABETA – Associação Brasileira de Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura.
O saldo final da feira é sempre positivo e isso é indiscutível, por isso vamos focar mais na atuação da ABETA durante o evento. Como muitos ou todos sabem, o ano de 2011 foi uma verdadeira provação para o turismo do Brasil devido aos problemas no Ministério do Turismo, e, com isso, grande parte dos projetos para desenvolver e alavancar o turismo foram simplesmente cortados ou suspensos temporariamente! Em diversos países o turismo é a maior fonte de renda, é o setor que mais contribui para o PIB de algumas nações e aqui no Brasil, com o potencial que temos, não deveria ser diferente. O turismo que costumava ser relegado, hoje contribui cada vez mais para a receita nacional e por isso vinha recebendo mais investimento por parte do Governo Federal – o potencial é enorme e quem viaja, um pouco que seja, não duvida. A ABETA é imprescindível ao segmento para fortalecer positivamente a atuação dos empresários culminando no produto final que é beneficiar o consumidor, o turista. A Associação promove e marca presença em todo evento relativo ao segmento e na Adventure não poderia ser diferente, mesmo tendo sofrido com o corte de recursos e reduzido significativamente sua equipe, sua atuação se mantém expressiva e relevante.
Durante o evento em São Paulo empresários de diversas regiões participaram de reunião de diretoria, reuniões de comissões regionais, realizaram assembléia geral extraordinária para pequenos ajustes no estatuto da associação, interagiram com troca de experiências e conhecendo o negócio um do outro, estabeleceram parcerias e também foram debatidos planos de ação futuros. Ficou claro que a ABETA não se trata de uma associação atuando apenas por intermédio dos poucos diretores que a representa, a ABETA é ação conjunta, voz ativa e visão de todos os 300 associados que buscam o consenso diante de pontos divergentes ou até mesmo controversos. E os que lá estiveram participaram de dinâmicas de grupo para formulação dos novos objetivos, repensou-se na comunicação mais eficiente entre associados e publico, foram avaliados (e confirmados!) os benefícios que a ABETA traz ao associado e em como esta poderá expandir sua atuação e resultados. Mais claro ainda ficou a mensagem de que não podemos depender de financiamento público e que cada empresário (associado ou não-associado), deverá estar atento e cobrar uma resposta e posicionamento por parte do Governo para que seja retomada a agenda de capacitação e desenvolvimento do segmento a qual nos últimos anos foi abraçada, com grande empenho e relevância, pela ABETA. E para reverter este quadro a união dos indignados faz a diferença: ABETA quem conhece, reconhece e recomenda!

